Tek Lumber Wins Silver on A’ Design Award

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In one of the most prestigious international design awards, the wood stove Tek Lumber, designed by INNGAGE for Solzaima, won a Silver A’ Design Award. This award gives recognition to the excellence of design on the international stage.
Tek Lumber, an iconic product, results from a collaboration between INNGAGE, a design company, and Solzaima, a wood stoves brand and manufacturer. It represents a new concept of wood stoves capable of telling meaningful stories. Inspired by wood logs this stove brings a more natural atmosphere to the living room. The goal was to transfer nature into the habitat of the consumer, as a reminder of the wood that burns inside the stove. Steel pipes contrast with wood giving form to this everyday product that is eye catching and conveys new charisma to wood burning stoves. 

This award reflects the value and impact generated from the alliance between good design + brand + industry.

We are very proud on this one!

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Inngaging News 03.2016

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It’s official: Wondercover is coming!

Magnetica is the portuguese company responsible for Wondercover. They have challenged us to design the new product that will allow multiple and simultaneous players in tablets (up to 4). The product is being produced and will reach the market next June.

An innovative project conceived, designed and manufactured in Portugal.

 

A Magnética, empresa portuguesa responsável pelo Wondercover, desafiou-nos para desenhar este novo produto que vai permitir que múltiplos jogadores (até 4) joguem em simultâneo em tablets. O produto está em fase de industrialização e está previsto entrar no mercado no próximo mês de Junho de 2016.

Um projecto inovador, pensado, desenhado e fabricado em Portugal.


 

Solzaima 1

TEK collection at Progetto Fuoco Fair

Solzaima attended Progetto Fuoco where the TEK line was showcased. TEK line is a set of wood stoves developed by INNGAGE.

The Progetto Fuoco is one of the worldwide biggest events regarding biomass heating equipments and took place in Verona (Italy) on the 24-28 of February 2016.

 

A Solzaima esteve presente na Progetto Fuoco onde apresentou a linha TEK – uma coleção de salamandras a lenha desenvolvidas connosco!

A feira Progetto Fuoco é um dos maiores certames de soluções de aquecimento a biomassa a nível mundial e decorreu de 24 a 28 de Fevereiro 2016, em Verona, Itália.

 


Startup Weekend Lisbon

Startup Weekend Portugal

INNGAGE will be mentoring the Startup Weekend Portugal teams and also give support to the Design Thinking area. The Startup Weekend Portugal is a 54 hour event full of business model creation, coding, designing, and market validation. It takes place in Lisbon between the 6th and 8th of May.

 

A INNGAGE vai ser mentora das equipas do Startup Weekend Portugal e também vai dar apoio na área de Design Thinking. O Startup Weekend Portugal é um evento de 54 horas que fornece a rede, recursos e incentivos a indivíduos/equipas para que trabalhem uma ideia até ao seu lançamento. Decorre de 6 a 8 de Maio de 2016 em Lisboa.

 

Getting Lost in the Supermarket

“Como é isto produzido? Que tipo de material é este? Como é que os vários componentes se encaixam? Como se faz a rotação desta peça?”. Todas estas perguntas são normais num processo de design industrial.

Se desenhamos produtos temos de saber como estes serão produzidos, em que materiais e como será o seu comportamento numa linha de produção. Isto é um facto. Mas com tantos materiais distintos, com tantos processos de fabrico diferentes, com tantas soluções técnicas possíveis, a curva de aprendizagem sobre esta matéria é enorme e morosa.

Assim, onde encontramos informação útil sobre estas questões? 

Os livros ajudam assim como os vídeos, falar com especialistas é fundamental e as visitas a fábricas são indispensáveis. Mas não há melhor maneira de perceber como é que um produto é feito do que pela engenharia inversa que podemos fazer com os nossos olhos e mãos a produtos existentes. O conhecimento que adquirimos ao analisar um produto físico é imenso.

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Na INNGAGE temos um hábito a que gostamos de chamar ferramenta: “lost in the supermarket”. É a atitude de ir para a rua, ver, mexer, cheirar e testar, todos os produtos que estejam próximos daquilo em que estamos a trabalhar. Vão surgir pistas sobre materiais, encaixes, processos de produção, moldes, entre outros. Ao cruzar a informação com o produto que estamos a desenvolver acabamos com uma solução mais sólida e exequível. O que tem uma saboneteira a ver com uma capa para iPad? Talvez nada ou provavelmente tudo!

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É fantástico o que se aprende ao analisar uma caixa em plástico, ao desmontar um brinquedo ou ao abrir um despertador. É por isso que não é estranho encontrar na INNGAGE jogos de batalha naval, caixas de ovos em plástico, formas de silicone, e outros. Não significa que estejamos a desenhar qualquer um destes produtos, significa que estamos a aprender bastante com eles.

Fica o conselho: defina um budget mensal (por exemplo 20€), diriga-se a um supermercado e compre o máximo de produtos que consiga, apostando na variedade (plásticos, madeira, silicone, electrónicos, etc). Abra-os, analise-os, aprenda e guarde-os para consulta futura.

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Bem-vindo ao “lost in the supermarket”!

“How is this produced? What kind of material is it? How do the several elements fit together? How does this piece rotate? “. All these questions are normal in the industrial design process.

If we design products we must know how they will be produced, in which materials and how will they behave within the production line. This is a fact. But with so many different materials, with so many different manufacturing processes, with so many possible technical solutions, the learning curve is huge and time-consuming.

So, where do we find useful information on this?

Books help and so do videos, talking to experts and visiting factories also. But there is no better way to understand how a product is made than the reverse engineering that we can do with our eyes and hands to existing products. The knowledge we gain by analyzing a physical product is huge.

At INNGAGE we have a routine that we like to call a tool: “lost in the supermarket”. It’s the attitude of going outside, see, touch, smell and test, all products that are close to what we are working on, and that may give us clues on materials, fittings, production processes, moulds, and so on. When crossing the information with the product we are working on, we end up with a more solid and feasible solution. What does a soap dish has to do with an iPad cover? Perhaps nothing or probably everything!

It’s amazing what you learn by analyzing a plastic box, by dismantling a toy or by opening an alarm clock. That is why it is not strange to find at INNGAGE naval battle games, plastic egg boxes, silicone pans, and others. It doesn’t mean we are designing any of these products, it means that we are learning a lot from them.

Here’s the advice: Set a monthly budget (eg 20€), head over to a supermarket and buy as many products as you can, betting on the variety (plastics, wood, silicone, electronic, and so on). Open them, analyze them, learn and keep them for future reference.

Welcome to “lost in the supermarket”!

Prototype to learn

Um desenho ajuda, um protótipo resolve.

Prototipar é o acto de tornar tangível uma ideia, dúvida ou pressuposto. É a experiência de testar e confrontar a nossa intenção com a realidade. Um protótipo permite que uma ideia interaja com o contexto e com as pessoas, muito mais cedo que o produto final.

Prototipar é a nossa melhor oportunidade de errar. Onde erra o protótipo não erra o produto final.

A prototipagem acompanha o processo de design do início ao fim. Há protótipos que se podem fazer numa reunião de brief, no decorrer de uma pesquisa de campo, no desenrolar de um brainstorm, ao mesmo tempo que se desenha e se simula no computador ou na linha produção.

Assim, é clara a presença contínua do acto de prototipar durante o processo de design. No início os protótipos são em maior número e acabam por definir as especificações do produto. No fim serão as especificações do produto a definir o protótipo.

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Primeiro (espaço problema) encontramos os protótipos a que chamamos de Knowing Prototypes. São os protótipos que nos ajudam a perceber o contexto, a tirar conclusões e a eliminar preconceitos. Ajudam a definir o problema e a gerar ideias.

Knowing prototypes - cardboard models
Knowing prototypes – cardboard models

Segundo (espaço solução) encontramos os protótipos a que chamamos Showing Prototypes. Aqueles que validam uma ideia, que apoiam as decisões e nos ajudam a perceber se determinada coisa irá funcionar. Os que comunicam uma solução.

Showing prototypes
Showing prototypes

Não interessa o quê e como prototipa. Interessa porque prototipa. O foco de um protótipo deve estar na forma como pode transmitir feedback sobre o que se procura entender. Algumas dicas que podem ser úteis na necessidade de prototipar:

  1. Não pense, não questione. Construa. As perguntas vêm depois.
  2. Barato e rápido. Não é preciso grande investimento para prototipar. Cartão, cartolina, fita cola, palhinhas e muita imaginação.
  3. Saia fora do contexto. Procure soluções já construídas e testadas noutros segmentos (brinquedos, bricolage) e adapte ao seu protótipo.
  4. Não perca tempo a embelezar um protótipo. Quanto mais bonito for o protótipo menos verdadeiro será o feedback.
  5. Errar é positivo* por isso é que se prototipa! Se o protótipo não funcionar ou não cumprir os requisitos, óptimo. Aprenda com os erros e prototipe outra vez.
  6. Lembre-se porque é que prototipa: para aprender. Não guarde os protótipos, use-os, dê a outros para usar, parta-os, rasgue-os, melhore-os.

*Pare. Recue os anos que forem necessários até ter 1 ano de idade. Se nunca tivesse caído enquanto aprendia a andar hoje era incapaz de correr!

A drawing helps, a prototype solves. 

Prototyping is the act of turning tangible an idea, doubt or assumption. It is the experience of testing and the confrontation of our intention with reality. A prototype allows an idea to interact with the context and the people, much sooner than the final product. 

Prototyping is our best chance to fail. Where the prototype fails, the final product doesn’t.

Prototypes follow the design process from the beginning till the end. Prototypes can be made in a briefing meeting, during a field research, in the middle of a brainstorm, while we sketch or simulate in a computer, or even in the production line.

Thus it is clear the continuous presence of the act of prototyping during the design process. In the beginning there are several prototypes, defining the product specifications. In the end, product specifications will define the prototypes.

Firstly (problem space) there are the prototypes we call Knowing Prototypes. These prototypes help us understand the context, generate insights and eliminate preconception. They help us with the problem definition and ideas generation.

Secondly (solution space) there are the Showing Prototypes. Theyvalidate an idea, supporting decisions and helping us to know if something will work. They communicate a solution.

It doesn’t matter what and how you prototype; it matters why you do it. The focus must be in how it can give feedback about what you want to understand. Some useful tips about the need to prototype: 

  1. Don’t think, don’t ask. Just build: the questions will come later.
  2. Cheap and fast. You don’t need a huge investment to prototype: use cardboard, paper, tape, straws and lots of imagination.
  3. Step out of context. Look for solutions already built and tested in other segments (toys, DIY) and adapt them to your prototype.
  4. Don’t waste time beautifying the prototype. The more beautiful the prototype is, less truthful will be the feedback.
  5. Failure is positive* thats why you prototype! If the prototype doesn’t work or meet the requirements, good: learn with the mistakes and prototype again.
  6. Remember why you prototype: to learn. Don’t keep the prototypes: use them, give to others to use, break them, tear them and improve them.

*Stop. Go back till you were 1 year old. If you had never fallen while you learned to walk, today you couldn’t run!

Design should focus on context

Dos produtos às pessoas, das pessoas aos contextos. Se os produtos respondem a pessoas que reagem a contextos específicos de utilização, faz sentido falarmos de design centrado no contexto.

Sabemos que um produto só faz sentido quando desenvolvido em função das necessidades e aspirações das pessoas. Afinal de contas, são estas quem usa os produtos e sem elas um produto é apenas mais um produto. Mas não devemos ignorar o facto das necessidades e aspirações das pessoas mudarem consoante o contexto de utilização. A forma como usa o telemóvel em casa é a mesma como o usa nos transportes públicos ou na praia? Claro que não: muda com o seu contexto de uso.

Estando a inovação fortemente relacionada com as necessidades das pessoas e com a maneira como vivem o dia-a-dia, defendemos que a procura pela inovação deve partir do contexto de utilização, através de um processo de design centrado no contexto.

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Imaginemos uma embalagem de champô. Para inovar nesta tipologia de produto temos que conhecer o seu contexto de utilização. Assim devemos pensar esta embalagem não apenas na prateleira de um supermercado ou nas mãos de um consumidor mas também, e especialmente, no espaço do banho, com humidade e vapor, com produtos complementares por perto, e certamente com um utilizador ensonado, de olhos semi cerrados, e cheio de pressa para ir para o trabalho. Tudo muda e as oportunidades surgem.

O design deve centrar-se no contexto e não apenas na pessoa, já que o primeiro altera o comportamento da segunda. Durante um focus group a percepção de uma embalagem de champô é uma coisa mas às 7 da manhã no duche será outra.

Source - IKEA Life at Home Report
Source – IKEA Life at Home Report

Exemplo: as luzes nocturnas musicais para bebés. No momento de compra, o produto funciona, é agradável e proporcional; a música transmite uma sensação de tranquilidade e os materiais sugerem segurança. Além de música tem a função de luz nocturna e permite fixação ao berço. É realmente um produto centrado no consumidor (bebés/pais). Já no contexto, tudo muda! Um bebé que acorde às 4 da manhã com fome, fica ainda mais irritado com o ruído do equipamento – às 4 da manhã qualquer barulho é ensurdecedor, mesmo aquela música que na loja nos pareceu inofensiva.

Na Inngage, o nosso processo de design é centrado no contexto, capaz de recolher informação contextual pela criação de empatia com as pessoas. Só conseguimos produzir produtos de qualidade se sentirmos o que as pessoas sentem no momento de utilização e se interagirmos com o seu contexto de uso.

Os produtos devem deixar de ser validados e aprovados em salas de reunião: é no contexto e pela experiência que se valida o impacto de um produto.

 

From products to people, from people to contexts. If products answer to people that react to specific contexts of use, is legitime to talk about context centered design. 

We know that a product only makes sense when developed according to the needs and aspirations of people. After all, people are the ones who use the products, and without them a product is just another product. But we must keep in mind that people’s needs and aspirations change with the context of use. The way you use your phone at home is the same as when you are commuting or at the beach? Of course not: it changes as your context change.

Being innovation strongly related to people’s needs and the way they live their everyday, we argue that the quest for innovation must start from the context of use, through a context-centered design process.

Imagine a shampoo bottle. To innovate in this product category we need to really know its context of use. So we must think of the shampoo bottle not only on the supermarket shelf or in consumers hands, but also, an especially, in the bath space with moisture and steam, with complementary products around, and most certainly with a sleepy user, with half closed eyes, and in a hurry to go to work. Everything changes and the opportunities arise.

Design must focus on the context and not just on people, since the first changes the behavior of the second. During a focus group, perceiving a shampoo bottle is one thing but at 7 a.m. in the shower it will be another. 

Example: musical nightlight for babies. At the moment of purchase, the product works, it’s nice and proportional; music conveys a sense of tranquility and the materials suggest safety. Besides music has the function of nightlight and can be attached to the crib. It’s really a user-centered product (babies/parents). In the context, everything changes! A baby who wakes up hungry at 4 a.m., gets even more annoyed with the noise of these product – at 4 a.m. any noise is deafening, even that song that in the store seemed harmless. 

At Inngage, our design process in context centered, able to collect contextual information by creating empathy with people. We can only produce quality products if we feel what people feel at the time of use and if we interact with their context of use.

Products should no longer be validated and approved in meeting rooms: is in the context and through experience that we validate the impact of a product.